A rigidez do comércio eletrónico

Dispor de um local onde podemos apresentar os nossos produtos e/ou serviços ao mundo e de imediato começar a fazer negócios é a principal vantagem das plataformas de comércio eletrónico. A flexibilidade que estas trouxeram para o mercado nos recentes anos faz com que o leque de necessidades e especificidades requeridas pelas empresas estejam à partida cobertas. Já não temos que nos adaptar à tecnologia, pois a tecnologia é suficientemente flexível para se adaptar a nós.

Temos então todas as vantagens de uma plataforma de comércio eletrónico à nossa disposição, de fácil utilização, cumpre os nossos requisitos, é versátil e de alcance global.

Nada pode ser melhor para nós. Certo? Quase.

O que uma parte considerável das empresas se esquece é que estas ferramentas estão disponíveis para todos no mercado global. A nossa competição não é apenas a que conhecíamos tradicionalmente, mas é agora potencialmente todo o mundo.

Temos todo o mundo a quem vender, mas temos todo o mundo a competir connosco. Isto é bom para o consumidor final, mas força as empresas a decidirem.

Aposto ou não numa plataforma de vendas on-line?

A resposta parece ser simples o suficiente para milhares de empresas terem respondido que sim, mas também é complexa o suficiente para a maioria das empresas que lá está estar agora a pensar duas vezes.

O problema de esta tecnologia disponível, é esse mesmo. Temos esta tecnologia disponível. E muitos estão a utilizá-la na sua plenitude. Não se cingiram a abrir uma loja on-line e a esperar pelos clientes, ou mesmo a esperar pelos resultados da publicidade.

E se vamos entrar agora neste mercado temos que ter consciência que vamos entrar diretamente para o último lugar. Quanto mais não for, pôr as empresas que já atuam no mercado terem experiência.

Vender on-line requer mais trabalho e recursos do que simplesmente carregar num botão de instalação de um software. Requer análise, um plano, recursos financeiros e humanos.

Não podemos simplesmente pedir a um colaborador que no final do dia vá tratar das encomendas que a loja possa estar a gerar ou responder a pedidos de informações lançados pelos clientes durante o período anterior. Quem tem venda física sabe que os clientes não a visitam, preenchem um formulário de informação e voltam lá no dia seguinte para saber resposta.

Não podemos esperar pelas encomendas on-line para fazer o respetivo pedido junto do nosso fornecedor e assim escaparmos ao mal necessário de termos stock (salvo algumas exceções).

É necessário entender que uma plataforma de vendas on-line não é meramente uma loja. É um conjunto de serviços que o cliente espera. E para conseguir ter esses serviços temos que fazer investimento. Não podemos equacionar a razoabilidade de ter lucro para depois fazermos o investimento. Não funciona.

E, apesar de desejarmos que assim não o seja, não podemos ir gradualmente acrescentar serviços considerados cruciais, pois o mercado é grande demais para que não haja pelo menos uma mão-cheia de empresas que tem o serviço completo desde o início.

Uma solução de comércio eletrónico tem custos? Sim. Elevados? Para investimento inicial, pode ser considerado. Indispensáveis? Absolutamente.

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